O Time da Empresa de Transportes SMTC


                                                                                              

Participações do Campeonato Baiano Série A: 1966

Não há nenhuma novidade na existência de times de futebol ligados a empresas. Isto sempre houve desde o início do esporte. Teve time ligado a fábricas, ao comércio e a empresas urbanas. Por isso não é nada de extraordinário que eles surgissem na Bahia. Aqui no estado até hoje funciona a Catuense e, na capital, teve o da Antártica, o Auto Bahia, o Circular e o da SMTC. 
O transporte público moderno tem sua origem na França do Século XVII quando o matemático Blaise Pascal obteve concessão para explorar carruagens. Na Bahia, chegou um pouco depois... duzentos anos, quando se estabeleceu a criação de companhias de ônibus ou gondolas. A adoção da palavra “ônibus” para designar este tipo de transporte surgiu perto desta época na cidade de Nantes. Conta-se que ali havia um sistema de diligências públicas. Para chamar a atenção do público usuário, um dono de loja colocou um letreiro com o trocadilho Omnês onibus. A primeira palavra correspondendo a seu nome e a segunda a palavra latina “para todos”. Olhe que naquela época ainda não se falava de jogo do bicho. Aí a expressão pegou.
Na Bahia também houve disputa para a concessão de linhas, onde parece que o negociante mais sério era mesmo Antônio Francisco de Lacerda. Tanto que acabou também implantando um elevador para ligar as duas partes da cidade que, enquanto não mudarem o seu nome para um político de ocasião, vai continuar se chamando de Elevador Lacerda.
A energia elétrica dinamizaria os transportes urbanos. Em Salvador, no finzinho do século XIX durante a República, seria inaugurada a primeira linha de bondes elétricos. No início do novo século o espólio da antiga Companhia de Transportes Urbanos e da empresa Lacerda & Irmãos passaria para o patrimônio da Linha Circular Carris da Bahia.
Já vi publicações falando muito bem desta empresa e das inovações que promoveu no transporte público em Salvador. No entanto, se fosse assim porque teria ocorrido o “quebra-bonde” de 1930? Só “insuflado” pela revolução daquele ano? Embora eu não seja estudioso do assunto o que posso dizer é que os bondes prestavam um serviço útil, mas discutível e acabariam sendo substituídos aos poucos, principalmente entre os anos 50 e 60.
Quando eu me entendi por gente já era esta época. Peguei ainda os bondes, mas não mais no tempo em que eles eram uma sensação e os estudantes iam para os pontos pra ver o “lance” do tornozelo das meninas subindo neles. No meu tempo já estavam tirando os trilhos e os fios que conduziram os bondes por muito tempo. Peguei assim os anos da SMTC.

Esta foi o Serviço Municipal de Transportes Coletivos criado por lei do prefeito Hélio Machado de 1955, que encampou a Linha Circular passando o seu patrimônio para a nova empresa. Esta já começou “por cima” e atuou em muita coisa na cidade, inclusive no nosso futebol. O time da SMTC teve uma passagem relâmpago na primeira divisão, em 1966. Eu me lembro dele. Embora eu o tenha visto jogar apenas uma vez contra o EC Vitória.
Naquele tempo tinha completado 18 anos e meu clube estava disputando um campeonato em busca de seu primeiro “tri” que acabou não vindo. É que foi o único ano em que o Leônico (lembram-se?) armou um timaço onde pontificavam Armandinho, Zé Reis, Gajé, Biguá e outros, e nos derrotou nas finais. Mas deixem isto pra lá, vamos voltar a Associação Atlética SMTC!
O time só subiu para a primeira divisão porque voltaram a fazer o certame de acesso no ano anterior. Mesmo assim acho que ficou em segundo ou terceiro lugar. Como não poderia deixar de ser fez uma campanha vexatória ficando reduzido a uma carroceria de ônibus.  O campeonato ocorreu em meio a uma crise. O primeiro turno foi disputado no campo da Graça, e por causa disto clubes como o Bahia, Leônico, Galícia e Fluminense não aceitaram participar. Isso favoreceu o SMTC que até que não foi tão mal nas quatro partidas que disputou. Estreou perdendo pro Ypiranga por dois a zero. Logo depois outra derrota, agora contra o Botafogo, por 2 X 1, com Meruca fazendo o primeiro gol da empresa, digo, do clube. Alguns dias depois obteria uma história vitória contra o finado Guarany, e de goleada (4 X 1), num dia que merece ser lembrado, 18 de junho de 1966. O time se lambuzou com tantos gols. Joelsinho fez dois. Edinho um e o “goleador” Meruca completou o placar. Pra azar (ou sorte?) do SMTC dois de seus jogos foram cancelados, contra o São Cristóvão e o Estrela de Março, em consideração ao futebol. O time ficou em quinto lugar, graças às desistências, ficando só abaixo dele o Guarany e o Estrela de Março.
Até então jogava naquele campo acanhado de arquibancadas de madeira e contra poucos clubes. No entanto, no segundo semestre tudo mudou com a passagem do certame para a Fonte Nova.  Aí o SMTC pegou um baralho errado. Seus jogadores pisaram pela primeira vez aquele gigantesco estádio contra o Galícia. No entanto, o nervosismo dos jogadores pode ser contornado, pois não havia praticamente ninguém pra ver sua derrota por um à zero.  A falta de gente se repetiria também no próximo jogo onde empataria com o Botafogo a zero.
À medida que o público ia crescendo aumentava o vexame do time do transporte, como por exemplo, quando tomou de quatro a dois do Ypiranga. Ai, porém “brilharia” Jackson não deixando que o time morresse de zero. A solidão no estádio o ajudaria a enfrentar ao todo poderoso Leônico conseguindo perder somente por um a zero. Logo depois o SMTC desandaria, caindo de quatro perante o Fluminense e de seis para o Bahia e, até o Guarany, que havia conseguido ganhar no primeiro turno, lhe aplicaria 4 X 2. Salvou-se na ocasião os jogadores Floriano e Edinho que anotaram os gols.
A empresa não aceitaria esta situação, apertando o time. O que será que foi tratado na ocasião? Será que todos seriam empregados como cobradores e motoristas? Iriam dar manutenção nos veículos? A ameaça surtiria efeito embora não salvasse o time da guilhotina. Nas proximidades do carnaval, assisti o SMTC perder do Vitória na Fonte Nova por dois a um. Foi um dos maiores públicos para o qual o time do transporte jogou. Na oportunidade Itamar, que havia decidido o título em 1964 contra o Bahia faria nossos dois gols, contra um de Gil (quem era?).
Logo depois conseguiria um heroico empate contra o São Cristóvão a zero, e, se despediria da primeira divisão num dia histórico. Nove meses após a vitória contra o Guarany no campo da Graça, esmagaria o “poderoso” Estrela de Março por 4 X 1 no dia 19 de março de 1967. Jackson seria comentado em todas as garagens e pontos de ônibus. É que ele fez três gols, completando o score o “famoso” Gil. É claro que a façanha não entrou no Guiness, particularmente porque o Vitória havia dado de dez e o Fluminense de nove neste adversário no campeonato.
No segundo turno ficaria em penúltimo lugar. Só o Estrela de Março o salvaria de segurar a lanterna. Quando divulgaram a colocação final do campeonato lá estava o SMTC em décimo lugar com apenas seis pontos ganhos. Na sua única participação no campeonato havia conseguido duas vitórias, dois empates e dez derrotas. Fez 14 gols e tomou 30. Se desta conta retirarmos os jogos contra os times fraquíssimos do Estrela de Março, São Cristóvão e Guarany, seu ataque se reduziria a apenas quatro gols, um contra o Botafogo, dois contra o Ypiranga e um... exatamente contra o meu EC Vitória.
Neste ano, a federação ficou com pena do torcedor, fazendo descer três para a segunda divisão. Há polêmicas sobre a participação posterior da empresa no acesso. Há quem diga que estaria presente nos próximos dois anos e quem o ache só em 1968. O certo é que sumiu! Nunca mais voltaria. A empresa acabou em 1979 transferindo seu patrimônio para a recém-criada TRANSUR. O seu final evitaria a tragédia de vermos de novo o time da SMTC.

Campeonato Baiano de Profissionais 1966

Associação Atlética SMTC* (Salvador) 
Associação Desportiva Guarani (Salvador)
Botafogo Sport Club (Salvador)
Esporte Clube Estrela de Março (Salvador)
Esporte Clube Vitória (Salvador)
Esporte Clube Ypiranga (Salvador)
São Cristóvão Atlético Clube (Salvador)
Associação Desportiva Leônico (Salvador) - somente segundo turno
Esporte Clube Bahia (Salvador) - somente segundo turno
Fluminense de Feira Futebol Clube (Feira de Santana) - somente segundo turno
Galícia Esporte Clube (Salvador) - somente segundo turno

Obs: Bahia, Leônico,Fluminense e Galícia decidiram não participar do
campeonato, pois não aceitaram jogar no estádio da Graça,
enquanto a Fonte Nova estava sob intervenção do governo estadual,
além de outros protestos contra os dirigentes do Vitória e da Federação.
Com a liberação da Fonte Nova para o 2º turno as equipes resolveram
disputar o restante do campeonato.
O Fluminense também conseguiu que 6 partidas suas fossem
disputadas no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana.
A Federação Bahiana decidiu que os três últimos colocados do
campeonato, somando os dois turnos, seriam rebaixaods para
a segunda divisão de 1967.

1º TURNO

5/6/1966 Vitória 3 x 0 São Cistóvão
gols: Didico[2] e Adelmo

9/6/1966 Botafogo 3 x 0 Guarani
gols: Ricardo[2] e Machado

11/6/1966 São Cristóvão 2 x 0 Estrela de Março
gols: Dalmar[2]

12/6/1966 Ypiranga 2 x 0 SMTC
gols: Neves e Josias

18/6/1966 SMTC 4 x 1 Guarani
gols: Joelsinho[2], Edinho e Meruca (SMTC); Everaldo (Gua)

19/6/1966 Vitória 10 x 0 Estrela de Março
gols: Tinho[3],Didico[2],Itamar[2],Mágoa,Jorge Bassu e Mundinho

25/6/1966 Ypiranga 3 x 0 Estrela de Março
gols: André, Josias e Neves

26/6/1966 Botafogo 4 x 0 São Cristóvão
gols: Ricardo[2], José Carlos e Vadú

3/7/1966 Guarani 0 x 0 São Cristóvão

9/7/1966 Botafogo 2 x 1 SMTC
gols: Machado e Lapão (Bot); Meruca (SMTC)

10/7/1966 Ypiranga 3 x 0 Guarani
gols: André, Neves e Peroba

17/7/1966 Vitória 2 x 0 SMTC
gols: Jorge Bassu e Olívio

23/7/1966 Vitória 4 x 0 Guarani
gols: Tinho[2], Edmundo e Didico

24/7/1966 Botafogo 6 x 0 Estrela de Março
gols: Segurança[contra], Machado,Telê,Vavá,Ricardo e Félix

31/7/1966 Ypiranga 1 x 0 São Cristóvão
gols: Servilho

7/8/1966 Vitória 1 x 1 Ypiranga
gols: Kléber[Vit]; Josias (Ypi)

14/8/1966 Botafogo 0 x 0 Ypiranga

28/8/1966 Vitória 1 x 0 Botafogo
gols: Kléber

Jogos cancelados

SMTC x São Cristóvão
SMTC x Estrela de Março
Guarani x Estrela de Março

Classificação
PG J V E D GF GS
1º Vitória 11 6 5 1 0 21 1 Campeão do 1º Turno
--------------------------------------
2º Ypiranga 10 6 4 2 0 10 1
3º Botafogo 9 6 4 1 1 15 2
4º S.Cristóvão 3 5 1 1 3 2 8
5º SMTC 2 4 1 0 3 5 7
6º Guarani 1 5 0 1 4 1 14
7º E. Março 0 4 0 0 4 0 21


2º TURNO

23/12/1966 Leônico 5 x 0 Estrela de Março
gols: Geraldo[2], Zé Reis, Careca e Armandinho

23/12/1966 Ypiranga 1 x 0 São Cristóvão
gols: Catu

28/12/1966 Galícia 1 x 0 SMTC
gols: Adilson

28/12/1966 Guarani 3 x 1 Botafogo
gols: Djalma, Valdir e Camaçã (Gua); Pão (Bot)

30/12/1966 Bahia 5 x 0 Estrela de Março
gols: Raimundo Mário[2], Hamilton[2] e Enaldo

30/12/1966 Leônico 0 x 0 Ypiranga

4/1/1967 Botagogo 0 x 0 SMTC

4/1/1967 São Cristóvão 2 x 1 Galícia
gols: Iaúca e Ademir (SC); Waltinho (Gal)

6/1/1967 Leônico 4 x 1 Guarani
gols: Zé Reis[2], Gagé e Geraldo (Leo); Camacã (Gua)

6/1/1967 Vitória 3 x 0 Estrela de Março
gols: Didico[2] e Olívio

7/1/1967 Fluminense 2 x 0 São Cristóvão
gols: Ivan e Carlinhos

7/1/1967 Bahia 1 x 0 Botafogo
gols: Edinho

11/1/1967 Galícia 4 x 1 Guarani
gols: Nelson[2],Mariozinho e Waltinho (Gal); Carlito (Gua)

11/1/1967 Ypiranga 4 x 2 SMTC
gols: Lupercínio[2],Ouri e Catu (Ypi); Jackson[2] (SMTC)

13/1/1967 Botafogo 5 x 0 Estrela de Março
gols: Machado, Félix, Da Silva, Luiz Lázaro e Zé Carlos

13/1/1967 Bahia 3 x 0 São Cristóvão
gols: Raimundo Mário[3]

15/1/1967 Vitória 1 x 1 Fluminense
gols: Jorge Bassu (Vit); Ivan (Flu)

18/1/1967 Botafogo 2 x 1 São Cristóvão
gols: Félix[2] (Bot); Pedro (SC)

18/1/1967 Leônico 1 x 0 SMTC
gols: Armandinho

20/1/1967 Vitória 4 x 1 Guarani
gols: Didico[4] (Vit); Djalma (Gua)

20/1/1967 Ypiranga 3 x 1 Estrela de Março
gols: Lupercínio, Ouri e ????(Ypi); Augusto (EM);

22/1/1967 Fluminense 4 x 0 SMTC
gols: Ivan[3] e Almeida

22/1/1967 Bahia 3 x 2 Galícia
gols: Edinho,Florisvaldo e Hamilton (Ba); Vadinho[2] (Gal)

25/1/1967 São Cristóvão 3 x 0 Estrela de Março
gols: Pedro, Marivaldo e Iaúca

24/1/1967 Ypiranga 1 x 0 Guarani
gols: Catu

26/1/1967 Galícia 2 x 1 Botafogo
gols: Quidú[contra] e Russo (Gal); Vavá (Bot)

26/1/1967 Bahia 6 x 0 SMTC
gols: Edinho[2],Raimundo Mário[2],Hamilton e Enaldo

29/1/1967 Vitória 2 x 1 Ypiranga
gols: Olívio e Ronaldo (Vit); Ouri (Ypi)

29/1/1967 Fluminense 6 x 1 Guarani
gols: Ivan[2],Nona[2],Carlinhos e Chinesinho (Flu); Camacã (Gua)

1/2/1967 Galícia 1 x 1 Estrela de Março
gols: Mudinho[contra] (Gal); Augusto (EM)

1/2/1967 São Cristóvão 3 x 2 Vitória
gols: Pedro, Ademir e Romenil[contra] (SC) ;Jorge Bassu e Ronaldo (Vit)

12/2/1967 Fluminense 0 x 0 Botafogo

15/2/1967 Ypiranga 1 x 1 Galícia
gols: Ouri (Ypi); Vadinho (Gal)

17/2/1967 Guarani 4 x 2 SMTC
gols: Djalma[2], Waldir e Zuza (Gua); Floriano e Edinho (SMTC)

17/2/1967 Leônico 2 x 0 São Cristóvão
gols: Careca e Armandinho

19/2/1967 Vitória 2 x 1 Botafogo
gols: Itamar e Jorge Bassu (Vit); Telê (Bot)

19/2/1967 Fluminense 9 x 0 Estrela de Março
gols: Ivan[3], Nona[3] e Almeida[3]

22/2/1967 Leônico 5 x 1 Galícia
gols: Zé Reis[3], Geraldo e Gagé (Leo); Waltinho (Gal)

22/2/1967 Bahia 1 x 1 Guarani
gols: Vadinho (Ba); Zuza (Gua)

24/2/1967 Vitória 2 x 1 SMTC
gols: Itamar[2] (Vit); Gil (SMTC)

26/2/1967 Bahia 1 x 0 Ypiranga
gols: Florisvaldo

1/3/1967 São Cristóvão 0 x 0 SMTC

1/3/1967 Guarani 1 x 0 Estrela de Março
gols: Djalma

3/3/1967 Ypiranga 1 x 0 Botafogo
gols: Ouri

3/3/1967 Leônico 1 x 0 Fluminense
gols: Misael[contra]

5/3/1967 Vitória 1 x 0 Galícia
gols: Didico

8/3/1967 Fluminense 1 x 0 Bahia
gols: Pinheiro

8/3/1967 Leônico 1 x 1 Botafogo
gols: Gagé (Leo); Pitada (Bot)

12/3/1967 São Cristóvão 2 x 1 Guarani
gols: Edinho e Ademir (SC); Zuza (Gua)

12/3/1967 Leônico 1 x 0 Vitória
gols: Gagé

12/3/1967 Fluminense 1 x 1 Galícia
gols: Ivan (Flu); Mariozinho (Gal)

16/3/1967 Fluminense 3 x 1 Ypiranga
gols: Nona[2] e Ivan (Flu); André (Ypi)

19/3/1967 SMTC 4 x 1 Estrela de Março
gols: Jackson[3] e Gil (SMTC); Hélio (EM)

19/3/1967 Vitória 3 x 2 Bahia
gols: Didico[2] e Edmundo (Vit); Florisvaldo e Edinho (Ba)

26/3/1967 Leônico 3 x 2 Bahia
gols: Zé Reis, Gagé e Thiago[contra] (Leo); Aurelino e Biguá[contra] (Ba)


Classificação
PG J V E D GF GS
1º Leônico 18 10 8 2 0 23 5 Campeão do 2º Turno
----------------------------------------
2º Vitória 15 10 7 1 2 20 11
3º Fluminense 15 10 6 3 1 27 5
4º Bahia 13 10 6 1 3 24 10
5º Ypiranga 12 10 5 2 3 13 10
6º S.Cristóvão 9 10 4 1 5 11 14
7º Galícia 9 10 3 3 4 14 16
8º Guarani 7 10 3 1 6 14 25
9º Botafogo 7 10 2 3 5 11 11
10º SMTC 4 10 1 2 7 9 23
11º E.Março 1 10 0 1 9 3 39


Decisão do Campeonato

2/4/1967 Leônico 2 x 0 Vitória
gols: Geraldo e Armandinho

9/4/1967 Vitória 2 x 1 Leônico
gols: Jorge Bassu[2] (Vit); Geraldo (Leo)

16/4/1967 Leônico 2 x 1 Vitória
gols: Zé Reis[2] (Leo); Jorge Bassu (Vit)
Leônico: Gomes; Nelson, Bell, Biguá e Petrônio;
Bolimha e Careca; Gagé, e Zé Reis; Geraldo e
Armandinho.
Vitória: Edward; Alencar, Romenil, Mundinho e Tinho;
Edmundo e Olívio; Jorge Bassu, Kléber, Reginaldo e
Didico[ Mágoa]
Local: Fonte Nova; Juiz: Cinalmute Vieira
Público: 20.313 pag. Renda: NCr$ 36.183,50


Classificação Final
PG J V E D GF GS
1º Leônico 22 13 10 2 1 28 8 Campeão Baiano de 1966
----------------------------------------
2º Vitória 28 19 13 2 4 44 17
3º Ypiranga 22 16 9 4 3 23 11
4º Botafogo 16 16 6 4 6 26 13
5º Fluminense 15 10 6 3 1 27 5
6º Bahia 13 10 6 1 3 24 10
7º S.Cristóvão 12 15 5 2 8 13 22
8º Galícia 9 10 3 3 4 14 16
----------------------------------------
9º Guarani 8 15 3 2 10 15 39 Rebaixado para 2ª Divisão 1968
10º SMTC 6 14 2 2 10 14 30 Rebaixado para 2ª Divisão 1968
11º E.Março 1 14 0 1 13 3 60 Rebaixado para 2ª Divisão 1968


Artilheiros: Didico (Vitória) 14
Ivan (Fluminense) 12
Zé Reis (Leônico) 12
Jorge Bassu (Vitória) 8
Raimundo Mário (Ba) 8


* SMTC = Serviço Municipal de Transporte Coletivo