Em 1969 a seleção municipal de Jequié foi campeã do Campeonato Intermunicipal e foi convidada pela Liga Bahiana de Desportos Terrestres (LBDT) a disputar o Campeonato Baiano de Futebol, para isso deveria filiar um clube para entrar no estadual do ano seguinte. Assim em 20 de novembro de 1969 foi fundada a Associação Desportiva Jequié.


A Associação Desportiva Jequié profissionalizou vários atletas da seleção campeã e obteve um ótimo quinto lugar em seu ano de estreia entre 16 participantes. No ano seguinte um resultado ainda melhor, o quarto lugar. A partir de 1972 começou a realizar campanhas apenas medianas: nono lugar naquele ano, décimo em 1972, oitavo em 1973, sétimo em 1974 e o décimo e último lugar em 1975, porém naquele ano não existiu rebaixamento e o Jequié manteve-se na elite. Em 1976 recuperou-se e foi quarto colocado, nos anos seguinte novamente resultados ruins: nono lugar em 1977, sétimo lugar em 1978, 11.º e último lugar em 1979 até culminar com seu rebaixamento com a 12.ª e última colocação em 1980, quando voltou a ser disputada a Segunda Divisão do Campeonato Baiano. O clube passou por um longo período de inatividade, também justificada com a concorrência de outro clube na cidade, a Associação Desportiva Atlanta que conseguiu chegar a elite em 1988 quando disputou pela única vez o Campeonato Baiano de Futebol. O ano de 1990 marcou o retorno da Associação Desportiva Jequié, o clube participou da Segunda Divisão sem muito sucesso assim como em 1991, porém em 1992 o clube conquistou o título da competição ao vencer na última rodada do Quadrangular Final o time do Clube Atlético Real Serrinhense por 2 a 1, gols marcados por Mococa e Nengo.

De volta a elite, em 1993 fez uma campanha ruim terminando em oitavo lugar entre dez clubes escapando por pouco do rebaixamento. O ano de 1994 foi o grande ano do Jequié, o time foi terceiro colocado no estadual atrás apenas da dupla Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória. Em 1995 conquistou a sexta colocação, lugar que repetiu em 1996. O ano de 1997 marcou a última aparição do clube na Primeira Divisão, o clube foi rebaixado em último lugar com apenas uma vitória em 14 jogos.

Em 1998 o Jequié decidiu paralisar suas atividades retornando apenas em 1999 com a penúltima colocação na Segunda Divisão. Em 2000 foi apenas o oitavo colocado escapando do rebaixamento por um ponto. Em 2001 outra campanha fraca até a paralisação de suas atividades que teve fim em 2003 quando foi lanterna da competição. Afundada em dívidas e com o retorno da Associação Desportiva Atlanta que disputou a Segunda Divisão em 2008 e em 2010 a Associação Desportiva Jequié paralisou suas atividades novamente conseguindo retornar apenas em 2011. As dívidas foram tantas que um novo clube com as mesmas cores, mascote e sigla foi criado para ser o substituto do Jequié, era a Associação Desportiva Jequieense que chegou a disputar, sem sucesso, a Copa da Bahia em 2008 obtendo a terceira posição no campeonato. Mais tarde foi tentada uma fusão entre o clube recém criado e outro clube que tentava ser o substituto do Jequié, o Jequié Sport Clube, para a criação da Associação Cultural e Esportiva Jequieense, fato que não foi concretizado. Por fim uma nova direção conseguiu resgatar as dívidas do clube e inscreveu o clube na Segunda Divisão de 2011 quando foi semifinalista, perdendo o acesso para a Sociedade Desportiva Juazeirense. Em 2012 novo insucesso, desta vez nem conseguiu passar de fase.


Campeonato Baiano - 2ª Divisão: 1992 - 2017



Associação Desportiva Jequié – 1970 – Em pé: Zé Augusto, Edmilson, Carlinhos, Tufú, Maíca e Esquerdinha. Agachados: Fleury, Dilermando, Tanajura, Chineizinho, Marcos e Foca.

Nesta matéria conto a admirável história da Associação Desportiva Jequié, “ADJ”, “Jequéqué´”, nome carinhoso dado pelo radialista França Teixeira, “Jipão”, “Jequié”, o time do coração da população de Jequié, equipe com 46 anos de fundada e 20 que não disputava o Campeonato Baiano de Futebol da Primeira Divisão. Relato também fatos importantes através das matérias de Jornais da época, depoimentos de jogadores e de pessoas ligadas ao futebol da Cidade Sol.


Tudo começou, quando “um grupo de desportistas locais esteve reunido na sede da Liga Desportiva de Jequié no último dia 28, oportunidade em que foram tratados diversos assuntos relativos à criação de um time profissionais que representaria esta cidade no próximo certame Estadual da Bahia. Ouvidas as sugestões de todos os presentes, ficou determinada a fundação da Associação Desportiva Jequié, tendo sido eleita a sua primeira diretoria, que ficou assim constituída: Presidente de Honra – Prefeito Waldomiro Borges de Souza; Presidente da Diretoria – Dr. Milton de Almeida Rabelo; Vice Presidente – Dr. Nelson Moraes da Silva; Secretário – Gildélito Ferraz; Tesoureiro – Romil Navarro de Araujo; Chefe de Departamento de Futebol – Evandro Lopes da Silva; Chefe de Relações Públicas – Eutimio Oliveira Almeida; Consultor Jurídico – Dr. Fernando Steiger Tourinho de Sá; Departamento Médico – Dr. José Mário Benevides. No dia imediato a diretoria eleita iniciou seus trabalhos, procurando organizar todos os papéis para inscrição da ADJ, que decididamente estará no Baianão 70.” ( Matéria editada em jornal de Salvador – BA) 

         O jornal A TARDE relata também que “depois de esperar por alguns anos, afinal, o futebol Jequieense irá participar do campeonato baiano profissional, estreando no próximo domingo (18/01) contra o São Cristovão, no estádio Municipal Valdomiro Borges, nessa cidade sobre a mais intensa expectativa dos desportistas locais e das cercanias.

Antes do primeiro ponta-pé no certame estadual, muito trabalho foi desenvolvido pelos abnegados da cidade-sol para colocar Jequié em plano de destaque no cenário esportivo da Bahia. Assim é que logo após confirmada a presença de Jequié no “Baianão”, foi eleita uma diretoria provisória e, em seguida, criado, eleito e empossado o Conselho Deliberativo da Associação Desportiva Jequié, sendo como presidente o Dr. Milton de Almeida Rabelo e integrado de 54 membros e 50 suplentes. Daí surgiu à diretoria definitiva da ADJ, sendo eleito o Dr. Nelson Moraes da Silva seu primeiro presidente e os seguintes membros: vices – Dr. Valdomiro Borges Filho e Marialvo Alves Meira; secretário – Gildélito Ferraz; Tesoureiro – Josué Fonseca; relações públicas – Jornalista Laerson Soares e Deodato Astrê; Departamento de profissionais Manoel Sampaio e Evandro Lopes; Departamento de amadores – Tibúrcio Freitas; Departamento Médico – Dr. José Mário Benevides; Departamento social – Alcindo Procópio Ferreira; Departamento de Publicidade – Eutímio Almeida; O ex-atleta do Fluminense Maneca deixará o setor amadorista para dirigir a equipe de profissionais da ADJ, não tendo fixado luvas ou ordenado. O popular “Foca” será o Massagista. Um técnico profissional foi contratado. Boquinha, ex-craque, será o responsável pelo quadro do Jequié no campeonato.
Ouvido pela reportagem o Sr, Nelson Moraes informou que a ADJ, terá como sede provisória o prédio na Rua João Goulart, no Jequiezinho, onde funcionava o Butantã que através da maioria dos seus dirigentes cedeu àquelas instalações. Aquele local satisfaz plenamente aos objetivos de um clube profissional. Quanto à renda de manutenção da nova agremiação Jequieense, existe um consorcio que foi criado para tal fim e que já vem funcionando há muito tempo e deverá se prolongar por vários anos. Além disso, informa-nos o Dr. Milton Rabelo que os conselheiros pagarão mensalmente uma cota de trinta cruzeiros novos, já tendo à maioria pago a taxa de jóia, o que uma soma bem razoável. Complementando a renda, alguns milhares de sócios deixarão nos cofres da entidade o suficiente para manter mais que modestamente o clube. As rendas do campeonato serão o complemento necessário para satisfazer os planos deste ano.
A quase totalidade dos jogadores participantes do torneio Intermunicipal de Futebol – quase campeões – foram aproveitados pelo novo time profissional. Somando-se a eles, outros jogadores de Jequié e de outras cidades foram e serão contratados, oferecendo uma média de 23 anos de idade. Essa rapaziada se compõe de: Edmilson e Besouro (Goleiros); Tufu, Carlinhos, Jurandir, Hugo e Zé Augusto (Zagueiros); Maíca, Chinezinho, Eduardo e Maneca (Armadores); Sérgio Florisvaldo, Esquerdinha, Tanajura, Marcos, Dilermando, Valmir, Betinho, Zé Roberto e Caculé. Outros azes do futebol estão sendo conversados e em breve dias poderão ser filiados a ADJ, não se mencionarão nome por preocupações obvias. Garante a direção do departamento profissional que, com certeza, Jequié terá um comportamento de acordo com a expectativa dos desportistas locais, surpreendendo aos cobrões e veteranos do “Baianão””. (Matéria editada no Jornal A TARDE)

Em depoimento dado a Charles Meira para a Revista Cotoxó em 2017, Evandro Lopes, Cronista Esportivo e abnegado do futebol amador e profissional de Jequié nas décadas de 60 e 70 fala também do assunto.
Evandro falou que após a conquista do Campeonato Intermunicipal começou a criar um espírito de profissionalismo na comunidade Jequieense e que aquela seleção poderia ser o time e realmente foi, entrou apenas Chinezinho, que veio do Fluminense de Feira, que era veterano e foi fazer o meio campo com Maíca e Betinho na ponta direita e relatou como começou a Associação Desportiva Jequié.
Fizeram inicialmente uma reunião para formação da diretoria no escritório da Líder Automóveis, pois seu irmão era o dono da empresa e ele trabalhava no escritório. Depois teve outra reunião no Rotary com aproximadamente 15 pessoa, entre elas estavam: Evandro Lopes, Carlos Lopes, Maneca Sampaio, Deusdete Amaral e seu irmão, o gerente do Banco Econômico e “Vaqueiro”, para consolidação do time. Foi escolhido o nome Associação Desportiva Jequié e as cores azul, amarelo e branco.  Foi convidado para dirigir a equipe o técnico Maneca Mesquita, que não aceitou, e então se buscou um treinador de Feira de Santana. Formou-se um time muito forte, voluntarioso e chegou a liderar o Campeonato Baiano de 1970. 


 “Vaqueiro”, o torcedor símbolo do Jequié falou para Charles Meira, que na época também contagiado com a vitória da nossa seleção, participou no dia 20 novembro de 1969 da reunião no Rotary de Jequié, junto com diversos abnegados do nosso futebol amador, que fundou o time de Jequié com o nome de Associação Desportiva Jequié e escolheu também as cores: Azul, Amarelo e Branco da  camisa. “Argeo relatou que dos participantes da reunião somente ele e Evandro Lopes estão vivos.


Na mesma época da fundação do time foi criado o escudo da Associação Desportiva Jequié, entretanto somente em 2017 fiquei sabendo através do meu amigo Robert Brioude (Beto) filho do Antonin Emilien Louis Brioude, detalhes da história.
 Contou-me que foi um participante da escolha da arte final (teve que escolher três dos cinco que seu pai o Professor Filósofo Artista Plástico Antonin Emilien Louis Brioude, o professor Antonem, tinha esboçado para entregar a seus amigos os quais tinham feito a encomenda. O que ganhou também foi o preferido dele.


Através desta matéria da revista Placar, o time do Jequié ficou conhecido nacionalmente. “O Jequié, até o dia 3, tinha ganho do Botafogo por 5 a 0, do Leônico por 2 a 1, do Monte Líbano por 4 a 2, do Ideal por 3 a 1, do Bahia por 2 a 1, do Feira de Santana por 3 a 0 e do Redenção por 2 a 0. Como é possível um time formado há apenas seis meses, com jogadores amadores e inexperientes, ganhar tanto assim e ameaçar tirar a glória do Bahia, o velho rei do futebol baiano? A explicação pode estar na raça e na juventude do seu time.
O Jequié quase não tem história porque sua vida é de apenas seis meses: quase não tem fama porque sua luta principal ainda é mostrar que existe: apenas de tudo isso, a Associação Desportiva Jequié talvez seja a única coisa boa do futebol baiano deste ano, capaz de salvá-lo do perigoso caminho da indiferença, feito por uma série de crises. A última nasceu no fechamento do Estádio da Fonte Nova, para ampliação e conclusão, que obrigou à realização do todos os jogos da capital no Campo da Graça, pequeno sem conforto, sem segurança. As consequências foram a queda das rendas, a pobreza dos clubes e um futebol – sem alegria no Campo da Graça é impossível jogar um bom futebol. O gramado é muito ruim.
O campeonato Baiano só brilha quando o Jequié está em campo. Até o dia 3, ele tinha feito treze jogos: ganhou sete, empatou cinco, perdeu apenas um (Conquista, 1 x 0.) Fez 25 gols, levou dez. No balanço e na soma, o Jequié fez muito mais que todos esperavam. Ele entrou no Campeonato quando seu estádio para 20 000 pessoas foi aprovado pela Federação Baiana, que também consentiu que um time da cidade participasse do torneio. Mas o problema era que não existia nenhum time profissional em Jequié. Só existia a seleção amadora que venceu o Torneio Intermunicipal de 69, tirando o título que o Cachoeira tinha há dois anos. Então os diretores da seleção amadora passaram a ser diretores de um time profissional, e os jogadores passaram a receber salário e a vestir um uniforme amarelo e azul. Pronto, nascia o Jequié: Edmilson, Caculé, Carlinhos, Zé Augusto e Esquerdinha. Chinezinho e Maíca. Flori, Dilemando, Tanajura e Marcos. Apenas o armador Chinezinho veio de fora, emprestado pelo Fluminense de Feira de Santana. Em média o salário fixo de cada um é de 200 cruzeiros por conta do clube. Mas, por fora, cada titular recebe 100 ou 200 cruzeiros, dependendo do dinheiro conseguido entre diretores e torcida. E, nas grandes vitórias, como os 2 X 1 contra o Bahia, o bicho pode ser até de 200 cruzeiros. O técnico é Geraldo Pereira, pernambucano, e antigo quarto-zagueiro do Fluminense de Feira, onde continua como auxiliar. Geraldo foi emprestado, seu salário é de 1 000 cruzeiros novos e o Jequié é o seu orgulho: – O Jequié foi a minha grande chance no futebol, há muito tempo eu esperava por isso. Além do mais, a turma é boa, são jogadores novos que não dão trabalho fora do campo.
As rendas em Jequié dão em média 5 000 novos. Mas a diretoria sempre consegue vender ingressos por preços superiores ao da tabela. A diferença fica para o clube. Nas outras cidades a renda aumenta, graças à boa campanha. Tudo ia bem para o Jequié. Mas agora com sua boa posição no Campeonato, começaram a aparecer problemas que sua diretoria nem havia imaginado. Um deles é o artilheiro Tanajura, que ameaça sair para trabalhar em Alagoas, como chefe do departamento de pessoal de uma empresa de petróleo, ganhando 800 novos por mês. O Jequié, como não quer perdê-lo, ofereceu 600. Pode ser que Tanajura fique. Tanajura, rapaz de 22 anos, chute forte e muita valentia (principalmente dentro da área), divide o título de melhor jogador do Jequié com o goleiro Edmilson, o zagueiro Carlinhos e os atacantes Dilermando e Marcos, todos com menos de 23 anos. Dilermando é estudante de medicina, está no terceiro ano de faculdade em Salvador e só vai a Jequié um dia ou dois antes de cada jogo. Ele sai de Salvador pele Rio – Bahia, e depois de 350 quilômetros chega a uma cidade de 70 000 habitantes, conhecida como “Terra do Sol”, orgulhosa por seu time ter constado de rodada experimental da Loteria Esportiva: Jequié.” (Carlos Libório)

Nesse momento repentinamente “Besouro” começou a chorar copiosamente como chora uma criança quando está com fome. Ficou muito emocionado e tivemos que parar a entrevista por alguns minutos para ele lavar o rosto e recuperar da emoção. Passados alguns minutos, sentou e disse que no tempo que jogavam bola eram felizes e não sabiam. Que a ADJ divulgou a cidade de Jequié em todo o Brasil, na década de 70, época que tinha a Loteria Esportiva. Que o Jequié foi convidado para jogar em Tacoma Parque nos Estados Unidos, Infelizmente o jogo não deu certo. Que a historia do Jequié é essa e quem construiu foi esse grupo, sem eles não teria a ADJ. Encerrou a conversa dizendo que Jogou na ADJ até 06 de novembro de 1972, época que teve problema no joelho e deixou de jogar futebol. (Antônio Fernando Oliveira)
O melhor técnico para mim foi Maneca Mesquita, uma pessoa adorada, capaz, muito gente boa, tratava a gente como um filho.  Companheiro de campo realmente foi Tanajura, porque é o meu conterrâneo, jogávamos juntos desde pequenos lá em Paramirim – BA. (Dilermando Neves Martins)
Mantendo o clima de alegria prevalecido durante toda a entrevista, “Foca” falou também do tempo da Associação Desportiva Jequié.  Inicialmente citou os presidentes Dr. Nelson Morais, Marialvo Meira, Dr. Gerson Pelegrini, Jonas Almeida, os Médicos Gilson, Gileno Fonseca, Roberto Brito, pessoas que eram muito boas para o Jequié, os jogadores Maíca, Tufu, Zé Augusto, Carlinhos, Dilermando, Tanajura, Paiva, Edmilson um relaxado que gozava com a cara de todos, mas era uma pessoa muita atenciosa. Segundo “Foca”, no momento da massagem o mais descarado era “Maneca”. Risadas. Que era sem vergonha, queria tomar massagem totalmente nu, moleque o rapaz. Gargalhadas. Gostava de fazer resenha, um vagabundo. Gargalhadas. Quando “Foca” precisava de alguma coisa os jogadores estavam presentes, todos o respeitavam e gostavam dele. Na sede na Mota Coelho os jogadores do Jequié na época formavam uma família, comandada pelo primeiro técnico do Jequié Maneca Mesquita que também morava no local. (Valter Gomes de Santana)
Igualmente como na seleção, “Maneca” contou um fato engraçado que aconteceu na concentração da ADJ. Contou que durante o tempo passado no Jequié, não ligava para dinheiro, entretanto o pagamento começou a atrasar, queria um vale, não saía vale para ninguém. A turma teve uma idéia. Maíca, Zé Augusto, Marcos e Arnor conversaram com foca e com sua permissão Dilermendo e Tanajura bolaram uma carta que continha um pedido da esposa de Foca dizendo que seus filhos estavam passando fome na cidade de Santa Luz e o dinheiro que Foca ganhava gastava todo com bebida. Foca pegou esta carta, tirou uma onda de doido, doido de mentira e começou a fazer bagunça zoada na concentração na Mota Coelho que chamou a atenção dentro da sede, gritando que queria morrer. Logo avisaram a diretoria que chegou imediatamente. Perguntaram: “o que está acontecendo?”, ”o que ele tem?”, os jogadores faziam que seguravam Foca e diziam que Foca era muito forte. Foca chorando tirou a carta do bolso e disse: “olha aqui, leiam aqui”, quando leram à carta a diretoria logo arrumou o dinheiro, apareceu o dinheiro. Foca pegou o cheque e quando foi saindo de fininho, dando uma queda de asa, mas foi seguro pelos jogadores exigiram de Foca o comprimento do trato. O dinheiro foi dividido para os seis como foi anteriormente acertado. Quando tempos depois “Maneca” contou para sua esposa, seu filho Fernando e relembra o fato para Foca eles dão muita risada. (Manoel Reis Barbosa)             
Sales conta que está satisfeito no Jequié, pois devido à boa estrutura e a eficiente logística atual tem possibilitado a equipe realizar com êxito uma bela campanha no Campeonato Baiano da Série B. Segundo Sales o Jequié não é o melhor, porém tem hoje uma equipe unida, muito coesa e focada unicamente no objetivo de ser campeã. Tem também uma equipe homogenia que entende dentro de campo aquilo que é proposto por ele como estratégia de jogo, levando a equipe a conseguir resultados positivos e consequentemente um aumento do nível de confiança e mais rendimento. Quanto ao seu futuro, Sales disse que entrega nas mãos do supremo Deus. O seu pensamento é de continuar como treinador, não tem dúvida. Não sabe se continuará no Jequié, conversas somente depois do término do campeonato. Espera que venha o convite, porém não concretizando a sua permanência analisará convites recebidos de duas outras equipes. (Paulo Cesar Silva Sales)

Classificação da Associação Desportiva Jequié no Campeonato Baiano de Futebol da Primeira Divisão.

1970/5º Lugar, 1971/4º Lugar, 1972/6º Lugar, 1973/9º Lugar, 1974/7º Lugar, 1975/10º Lugar, 1976/5º Lugar, 1977/10º Lugar, 1978/7º Lugar, 1979/11º, Lugar, 1980/12º Lugar, 1993/8º Lugar, 1994/4º Lugar, 1995/6º Lugar, 1996/7º Lugar e 1997/14º Lugar 2018 7º.

Classificação da Associação Desportiva Jequié no Campeonato Baiano de Futebol da Segunda Divisão.

1992/1º Lugar, 1999/7º Lugar, 2000/8º Lugar, 2003/10º Lugar, 2013/8º Lugar, 2014/8º Lugar, 2015/8º Lugar, 2017/1º Lugar.