O Humaitá Futebol Clube foi a primeira equipe de Vitória da Conquista a atuar no profissionalismo e na 1ª Divisão do Campeonato Baiano. O clube obeteve êxito quando entrou na 2ª Divisão na década de 70 conquistando o acesso, atuou na elite em 1976, 1977 e 1980 sendo rebaixado nos dois últimos campeonatos citados.

Em 1977 realizou uma campanha muito fraca. Eis os resultados:

1º turno:
06/02 - Humaitá 1x5 Vitória
13/02 – Atlético 4x0 Humaitá
27/02 – Humaitá 2x1 Jequié
06/03 – Humaitá 0x1 Galícia
10/03 – Leônico 7x2 Humaitá

2º turno:
10/04 - Fluminense 3x0 Humaitá
13/04 – Bahia 8x0 Humaitá
17/04 – Humaitá 0x1 Redenção
21/04 - Humaitá 0x4 Itabuna
04/05 - Ypiranga 4x0 Humaitá
08/05 - Humaitá 0x4 Botafogo

3º turno:
04/06 - Galícia 5x0 Humaitá
09/06 - Vitória 8x0 Humaitá
11/06 - Humaitá 0x4 Atlético
19/06 - Jequié 5x0 Humaitá
26/06 - Humaitá 0x0 Leônico

4º turno:
24/07 - Itabuna 7x0 Humaitá
31/07 - Humaitá 0x5 Fluminense
07/08 - Humaitá 0x4 Bahia
10/08 - Botafogo 4x1 Humaitá
21/08 - Redenção 0x0 Humaitá
04/09 - Ypiranga vs. Humaitá (não realizado)

Em 21 partidas: 1 vitória, 2 empates e 18 derrotas. 6 gols marcados e 84 gols sofridos.






Lourival Cairo era o maior incentivador e empreendedor do futebol em Conquista e região. O Estádio Lomanto Junior iria ser chamado Estádio Lourival Cairo, mas a política muda o que ela quer! Desde o império romano a história se repete, apesar de Lomanto ter sido um grande homem. Lourival era  proprietário da Confeitaria Araci, o point da cidade, onde a sociedade se reunia para o lazer, deliciando sorvetes, picolés, esquimós, dust miller, salada de frutas,  preparados por ele; e bolos, salgados, pelas mãos mágicas da professora de arte culinária, D. Zinha. Havia também 8 bancas de sinuca, 3 de gamão, balcões e 30 mesas. Quando o Humaitá ganhava uma partida, a Confeitaria superlotava. Era algo harmonioso. O estabelecimento funcionava, onde hoje funciona O Conquistão, na Pça. Nove de Novembro. Até o time perdedor participava da festa, sem brigas nem xingamentos.

Os jogadores daquela época tinham mais amor ao esporte, que propriamente a profissão e os torcedores iam ao Estádio para se divertir, sem arremesso de objetos. Os jogos eram realizados no Estádio Edvaldo Flores, que esgotavam suas bilheterias, enquanto João do Rolete, o João Aprijo, vendia roletes de cana espetados em palitos de bambu. Baleiros, vendedores de alimentos e bebidas ganhavam um bom dinheiro e a Polícia permanecia tranquila. Não havia desordem, enquanto na Rádio Clube, Hélio Gusmão narrava e comenta com Gilson Moura os destaques. Hoje, após 48 anos, a presença da CAESG e do Nono Batalhão de Polícia Militar é indispensável e latinhas de qualquer tipo de bebida dentro do Estádio ficaram proibidas a venda. Analisando a história, somente neste campeonato bahiano em que o Vitória da Conquista brilhou intensamente com grandes vitórias, alegrando a cidade; na década de 50 e 60 o Humaitá proporcionava o mesmo com uma equipe de jogadores como Edson Maciel, Raudenis, Pelé, Mário Seixas, Nego da Barra, Batatinha, Everaldo, Nego, Alexandre, Zoinho, Louro, Wender, Cide, com a diretoria formada por Lourival Cairo, Osvaldo Fiscal, Cicinato, Isaac, Zelito, Vitor e João. Ailton Vela se destacava como um bom juiz.

Relembrando os bons tempos, seria importante que o Vitória da Conquista tivesse seu Mascote, como também os outros times. Jerome Luis Barros Cairo, eis mascote do Humaitá, neto de Sinhorinha Cairo, sobrinho de João, Gildásio, Eurípedes, Osmário, Miro Cairo, Hormindo Barros etc., hoje é médico em Campinas – SP, casado com a médica Dra. Áurea Abe, com dois filhos formados. Dr. Jerome é irmão de Antônio Roberto, diretor da Cambuí Veículos e do músico, ambientalista e presidente do MCMP, André Cairo, que esteve personificado de Madame Jamorri, torcendo pelo Conquista e fazendo protestos no Lomantão contra a violência, a corrupção e o fedor do Pinicão. Cairo, parabeniza o Vitória da Conquista pela excelente campanha. “Não venceu na final, mas foi mais que campeão”, finaliza.